sábado, 29 de março de 2008

Minhas Verdades

Amor, se acaba, não é amor.
Amizade, quando acaba, não é amizade.
Respeito, quando se perde, não se reconstrói.
Confiança, se é quebrada, não tem volta.
Paixão é fogo que deve ser alimentado.
O que vale a pena, não é fácil conseguir.
Nunca paramos de aprender.
O que é verdade para mim, pode não ser para você.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Com o Tempo

Conforme vamos envelhecendo, percebemos que o importante é estarmos cercados de pessoas que, verdadeiramente, gostam da gente. Damos valor àqueles que procuram estar do nosso lado nos momentos mais delicados. Aprendemos a dar valor a quem realmente merece valor.

As pessoas que passam pelo nosso caminho são únicas, diferentes... A novidade às vezes encanta, fascina, mas não dura. A realidade do dia a dia nos mostra quem é quem e quem será nosso ombro amigo nas adversidades da vida e nosso fã torcedor nos momentos de alegria.

Dizem que os amigos, os verdadeiros amigos, são os irmãos que nós escolhemos. É uma daquelas verdades que reconhecemos com o tempo. A distinção vai se formando com os anos; quem são os nossos melhores amigos, nossos bons amigos, nossos amigos e quem são apenas conhecidos.

Eu tenho a impressão, hoje, de que cansei de brigar e cansei de procurar. Já fui atacada e boa de briga, hoje eu quero mais é minha paz e meus momentos com as pessoas que gosto. Não quero mais discutir, nem ter desentendimentos (apesar de saber que tudo isso faz parte da vida). Quero apenas dividir momentos significativos com pessoas que significam alguma coisa na minha vida.

Quero conversar deitada na cama, falar sobre a vida, sobre os erros e os acertos, assistir filme "de menina", rindo como criança. Quero passear no shopping e chorar no colo da minha melhor amiga, contando sobre a última decepção da vida, ou sobre os sonhos que não podem mais ser concretizados.

Mas, no fundo, quero levar a vida leve.

Já tem coisa demais para eu me preocupar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Sapo é Sapo e Príncipe é Príncipe...



E os dois não se confundem.

Os sapos ficam na lagoa, felizes de serem sapos, de estarem sozinhos, sem compromisso, livres e saltitantes.

Os príncipes ficam em seus castelos e são movidos pela constante insatisfação com o mundo que os cerca. Não são conformistas.

E, se você encontra um príncipe na lagoa, pode ter certeza que ele está ali temporariamente. Não é lá o seu lugar. Ele estará lá para se refrescar, apenas por aqueles momentos. Logo voltará para o seu castelo e continuará na sua luta por um mundo melhor.

Então, donzela, se você sai beijando sapos na esperança de que um se torne príncipe, desista. Príncipes não estão dando sopa, muito menos na lagoa (terra de sapos). Melhor partir para outra.
Se engana quem pensa que príncipes não trabalham. Príncipes estudam, trabalham, lutam (vide o Príncipe Harry) e, vez ou outra, se divertem. Às vezes na lagoa. Mas, príncipe que é príncipe nasce assim.

A verdade é que sapos são sapos e príncipes são príncipes.

E você só muda quem quer ser mudado.

sábado, 8 de março de 2008

Enchanted


Ontem assisti ao filme mais lindo, fofo e meigo da década. Enchanted.

Sem fazer spoiler, posso dizer que é uma história para adultos, que devolve a magia do mundo infantil. Claro que, como todo bom filme da Disney, pode ser assistido por crianças e adultos. Mas é como o livro "O Pequeno Príncipe". Você só entende mesmo quando cresce.

O Dr. McDreamy, ops, Patrick Dempsey, está impagável no filme. Fantástico. Acho que só ele para fazer aquela carinha de apaixonado que derrete o coração de qualquer mulher. O dia em que um homem me olhar daquele jeito eu apaixono.

Enfim, o filme serviu para fazer renascer a minha esperança na vida, no amor, em tudo. Mas, principalmente, no amor.

De resto, o final de semana foi (ou está sendo) tranqüilo.

Um ótimo domingo e uma semana maravilhosamente encantadora para todos vocês. :)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Hoje Saí Mais Cedo


Meu chefe é ótimo...correto, ético, justo. E pontual. E exige a pontualidade de todo mundo. Todos. Chega a ser enervante. Não adianta pedir. Exceto em caso de doença (com atestado médico, não adianta ser só dor de barriga), 8-12 e 14-18. E fim de papo.

Mas eu sou uma boa funcionária. Faço meu trabalho direitinho, cumpro as ordens e metas estabelecidas, chego cedo, saio ao meio dia, volto às duas, saio às seis. Faço meu trabalho direitinho e navego na internet no tempo livre.

Mas hoje estava acabada. Eram 17h e o tempo parecia não passar. A semana foi puxada, um monte de abacaxis caíram na minha mão e eu já estava saturada de tudo aquilo. Quando eis que meu chefe entra na sala.

Eu olho pra ele e solto um "libera a gente mais cedo hoje, libera?". Ele olha pra mim e fala...

- Pode ir!

Não pensei duas vezes. Juntei minhas coisas, desliguei o computador e saí correndo, antes que ele falasse que era brincadeira ou arrumasse alguma coisa para eu fazer (aliás, ele é mestre em achar algo pra gente fazer às 17h30 da sexta-feira).

Teve gosto de liberdade, de sair mais cedo da escola, de chuva na hora de dormir.

A vida pode ser tão boa!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Viver em Sociedade


Os terapeutas dizem que precisamos aprender a viver sozinhos. Que precisamos tomar as rédeas das nossas vidas e não depender de outra pessoa emocionalmente. Tudo isso é lógico e bem interessante. Afinal, quem não gostaria de conhecer essa pessoa, independente, segura de si, dona do próprio nariz? Aquela pessoa que não se abala quando o namorado deixa, o chefe briga, ou a filha some da escola?

As pessoas devem ser calmas, equilibradas, centradas. Todos os problemas podem ser resolvidos de forma pacífica e racional. Ok.

Aí eu me pego pensando...Cadê a graça disso? Aliás, quero ver a mãe que conversa pacificamente com a diretora da escola quando não encontra a filha dela de três anos que deveria estar na frente da sala Y na hora da saída. Foi uma confusão de nomes, tudo muito bem explicado. Mas quero ver quem fica equilibrado nessa hora.

E quando se está apaixonado é ainda pior. Você deve tomar conta das suas emoções e não o contrário. Às favas com isso, quando ele te pega pela cintura e dá um beijo na sua nuca. Vai ter calma como?

Bom mesmo é rir, andar de mãos dadas, esquecer a dieta e pedir um super sundae. É saber ainda brincar e não levar a vida tão a sério.

Acho que ser feliz é saber a hora de deixar as emoções tomarem conta de você e a hora de tomar conta das emoções...

E quem consegue controlar isso, parabéns.

Eu ainda estou aprendendo!
HOJE


Ganhei hoje, talvez, o presente mais lindo e fofo que já recebi em toda a minha vida. Dois ursinhos abraçando um vaso de flores. A coisa mais linda que foto nenhuma fará justiça. Ainda assim, merece ser mostrado!

Estive triste por uns dias, por vários motivos, mas descobri que a melhor cura para depressão são amigos queridos. Aqueles que vão na sua casa, levam seu sorvete preferido, que cuidam de você.

Todos nós, acho, temos esses momentos, em que precisamos de cuidados, de carinho. Que todos encontrem ao menos um amigo tão maravilhoso como os que eu tenho...que até fazem mimos e postam em blogs para alegrar-me.

Hoje tive um dia perfeito. Um estresse só no trabalho, mas, ao tempo todo, um amigo para me animar. =)

Que papai do céu abençoe cada um de vocês!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Este Final de Semana


Joguei tudo fora. As fotos, as juras de amor. Derreti as jóias que me deu. Os CDs que gravou pra mim. Doei os livros que você deixou e quase incediei a casa tentando queimar as cartas que escrevi e não mandei. Apaguei seus emails e os meus. Bloqueei você dos meus contatos. Fiz de você um fantasma, que deve bem ficar no vale dos mortos.

Por agora chega. Não quero mais reler suas juras vazias, ver suas fotos com sorriso vazio e suas cartas em papéis amarelados. Não quero mais isso para mim.

Quero um sonho novo, diferente, de uma pessoa que não me engane a cada palavra, que não me esconda cada sentimento, e que, por fim, não me chore lágrimas de crocodilo ao sair.

Você foi tarde.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Minha Avó - Parte II



Dizem que os filhos mais velhos são os mais inteligentes, os mais independentes, os que mais sabem "se virar". Deus sabe que isso não é verdade para todos, e não é verdade para a prole da minha avó...Mas, era suficientemente verdade para ela.

Lorna, era o seu nome, foi a primeira criança a nascer, numa família de classe média, entre a primeira e a segunda grande guerra. Seu pai, aparentemente, desistiu de ter um herdeiro ao ter a terceira filha. Assim, começou a dispensar à minha avó o tratamento que daria a um...filho. Anos depois, quando nasceu o tão esperado herdeiro, o "estrago" estava feito e, no fundo, acho que ela era mesmo a "menina do papai".

Com isso, ela se metia em enrascadas. Roubava a bicicleta do padre, fazia "indecências" (como andar de maiô de duas peças na praia) e quase era expulsa da escola. Mas...meu avô era amigo e dentista dos padres e das freiras e sempre arrumava umas cadeiras a mais para o bingo.

Assim ela cresceu. Uma moleca antes da palavra existir. Ao mesmo tempo, usando meias de seda nas festas da sociedade. Pois, para o pai dela, nunca deveria faltar um mínimo de conforto a sua família.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Resolução de Ano Novo : Ser Feliz


Mais do que perder peso, passar num concurso melhor, exercitar-me e dar mais atenção à minha família e aos meus amigos, o que eu quero mesmo este ano é ser feliz.

Apesar dos pesares, quero mais é ser feliz. Apesar das partidas, do meu melhor amigo que vai para o outro lado do mundo, apesar de tudo o que aconteceu e tudo o que acontecerá, decidi que, este ano, vou mesmo é ser feliz.

Hoje li que 50% da felicidade é genética (maldita genética de família de depressivos!), 10% são seus fatores na vida (emprego, família, etc) e 40% é determinada pela sua atitude.

O segredo está na atitude! =)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Chegadas e Partidas

Chegadas e Partidas




Como não estou inspirada para escrever hoje, vou copiar um trecho do livr0 "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry. É o Capítulo XXII.

XXII

- Bom dia, disse o principezinho.

- Bom dia, respondeu o guarda-chaves

- Que fazes aqui! perguntou-lhe o principezinho.

- Eu divido os passageiros em blocos de mil, disse o guarda-chaves. Despacho os trens que os carregam, ora para a direita, ora para a esquerda.

E um rápido iluminado, roncando como um trovão, fez tremer a cabine do guarda-chaves.

- Eles estão com muita pressa, disse o principezinho. O que é que estão procurando?

- Nem o homem da locomotiva sabe, disse o guarda-chaves.

E trovejou, em sentido inverso, um outro rápido iluminado.

- Já estão de volta? perguntou o principezinho...

- Não são os mesmos, disse o guarda-chaves. É uma troca.

- Não estavam contentes onde estavam?

- Nunca estamos contentes onde estamos, disse o guarda-chaves.

E um terceiro rápido, iluminado, trovejou.

- Estão perseguindo os primeiros viajantes? perguntou o principezinho.

- Não perseguem nada, disse o guarda-chaves. Estão dormindo lá dentro, ou bocejando. Só as crianças esmagam o nariz nas vidraças.

- Só as crianças sabem o que procuram, disse o principezinho. Perdem tempo com uma boneca de pano, e a boneca se torna muito importante, e choram quando a gente toma...

- Elas são felizes... disse o guarda-chaves.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Primeiro Post do Ano - Feliz 2008





Tá certo que a metade do mês de janeiro já foi embora, mas a gente escreve quando tem tempo. Afinal, o trabalho não parou, as festas com os amigos correram soltas, alguns indo embora, então ainda tem as despedidas e afins. Não é de se espantar que o mês mal chegou ao meio e meu salário já foi embora.

Paciência. Deveria ter escolhido a cor amarela para a virada, mas preferi o branco. Neste ano eu acerto.

Aliás a roupa foi branca mesmo. Vestido branco, sandália branca, tudo branco. Para trazer paz...Algo que sinto que falta...Em mim e no mundo.

As resoluções, como sempre, são muitas. Nenhuma durará mais que alguns meses (ou, talvez, dias). Comer melhor, fazer exercícios físicos regularmente, estudar para um concurso, juntar dinheiro, etc. Tudo está na lista de prioridades de 2008, mas ainda pego o elevador para subir 2 andares. O que fazer? Quando eu chego, ele está lá, lindo, aberto, 8h da manhã. Ainda com um espelho, para conferir se a cara de sono está aceitável.

Engrossando a lista de prioridades, está tirar o passaporte. Perdi o meu antigo, vou ter que pagar multa. Aí hoje chegou o IPVA e no próximo mês tenho que começar a procurar uma seguradora mais em conta para o meu carrinho (conquista de 2007). Agora agüenta. Não tenho filho, mas tenho um carro!

Espero que todos conquistem suas prioridades de 2008. Quanto a mim, continuarei tentando!

Boa sorte!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Geek Toys



Surfando a net outro dia, deparei-me com uma coletânea de brinquedinhos nerds. Muitos já conhecidos, outros que encheram os meus olhos. Se não tivesse passado o Natal, escreveria uma carta ao Papai Noel, solicitando muitos e muitos presentes!! Hihihi!!

Algumas idéias vieram do site http://www.objetosdedesejo.com/, outras de vários sites que fui passeando ao longo dos dias.

Quem, por exemplo, não gostaria de ter um Cthulhu de pelúcia? Ou um chaveiro que tem um plástico bolha eterno para você ficar estourando? E quem, daqui, não teria um chaveiro com um rubik's cube? Ou um globo de plasma com entrada USB?

Uma amiga, eu sei, ficaria louca pela mini-estufa com plantas carnívoras...

Muito legal!

Pena que, mesmo que eu queira, Papai Noel não atende as cartinhas de crianças crescidas...então vou ficar na vontade (ainda mais pela dificuldade de importar certas coisas...).

Por enquanto estou só babando...

Beijos a todos!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Fechando 2007 com chave de ouro





Nunca um final de ano teve tanto significado de tempo de meditação, de recolhimento e auto-análise. Acho que nunca senti que um final de ano foi tão "cabalístico", nem que tantas portas se fecharam ao tempo que tantas outras começaram a se abrir.

Certa vez ouvi que nossa vida é feita em ciclos de 7 anos. Também nunca nada soou tão verdadeiro para mim.

Ao fim de um ciclo e no início de outro, posso dizer, sem sombra de dúvida, que aprendi que tudo pode acontecer. Absolutamente tudo. Devemos acreditar nos nossos instintos e, principalmente, acreditarmos em nós mesmos. Acima de tudo, devemos acreditar na nossa força, na nossa capacidade, na nossa pessoa.

Enquanto um ano termina e outro começa, analiso quantas pessoas maravilhosas entraram na minha vida. Quantas outras pessoas (boas e ruins) entraram e saíram. Todas deixam suas marcas. Todas têm um peso. Maior ou menor, não importa. O que importa é o amor que fica por aquelas que realmente são importantes e maravilhosas.

Com o passar do tempo, principalmente nos últimos 7 anos, aprendi que devemos amar quem nos quer bem. Amar quem nos ama. E deixar o resto para lá. Não deixar que interfiram na nossa vida, na nossa saúde, no nosso sono. Essas pessoas não importam. Quanto menos pensamos nelas, melhor é a nossa vida, menos pressão (estresse) sentimos...A vida fica mais leve.

Bem, não quero parecer livro de auto-ajuda, apenas compartilhar um pouco do que eu aprendi na marra. =)

Espero que todos vocês tenham um FELIZ 2008. Muita luz, muita paz, muita saúde e prosperidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Minha Avó - Parte I

Olhando na minha caixinha de recordações (aquela, que a gente guarda no fundo do armário), encontrei uma cartinha com a caligrafia da minha avó. Era um bilhetinho simples, que dizia, em suma, que eu tinha bom gosto. Eu, a neta que anda de calça jeans e tênis, que freqüentemente se esquece que existe maquiagem e que passa longe de salões de beleza. Amor de vó é meio cego mesmo.

Mas talvez amor de neta também seja. Ou talvez não. Talvez eu tenha tido uma avó tão fenomenal que merecesse ser eternizada em monumentos e adorada por povos inteiros. Um ícone do feminismo sem saber, uma mulher de fibra e um ser humano espetacular. Assim era a minha avó.

Não pensem que ela era dessas avós calmas, submissas, de voz mansa e pacata, que chega à tarde com quitutes. Tudo bem que ela fazia os quitutes e tricôs e crochês, mas ela não tinha nada de calma, submissa ou pacata.

Ela superava as expectativas de qualquer um. Dirigiu com 14 anos, pilotou avião aos 18, fez, junto com uma amiga, o primeiro maiô de duas peças (que antecedeu o biquíni), casou-se "tarde"(aos 22 anos) e foi com o marido que aprendeu a passar a primeira peça de roupa. Virou-se sozinha no México, sem falar o idioma, com quatro crianças pequenas, durante uma semana, enquanto esperava o vôo que a levaria a Cuba, aonde o marido, então funcionário das Nações Unidas, a aguardava.

E eis que um dia, partiu. Acredito que ela escolheu o dia, o momento...Com os quatro filhos presentes (sendo que dois estavam visitando), e alguns dos netos, partiu no exato instante em que lhe viraram as costas para olhar a janela.

Saudades!

Depois conto mais...
Passados


Voltando ao assunto em pauta na última quinta-feira, às vezes penso que o passado deveria ficar no passado. Ainda mais quando ficou aquela situação irremediável. Quase como pessoas morando em lados opostos do globo, ou quando o moço resolve seguir a mesma orientação sexual da moça. Aí é fechar a página, o livro, trancar no baú e jogar a chave fora. Mesmo.

Tem horas que a melhor coisa a se fazer é uma cirurgia no cérebro para esquecer tudo. Se as indústrias farmacêuticas descobrissem a fórmula para uma pílula que provocasse uma amnésia seletiva, elas estariam feitas. Seria mais famosa do que a pílula do dia seguinte. Seria uma pílula contra a ressaca moral.

Mas, seria necessário inventar um mecanismo para não cairmos na mesma armadilha duas vezes.

O ser humano é engraçado nesse aspecto...nunca vi outro animal insistir tanto no mesmo erro. É uma vontade de acreditar que tudo vai ser diferente, que vai mudar, sei lá. Um dia descubro a razão de tudo isso.

Por enquanto, vou esquecendo o que foi e vivendo o presente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Quando o passado volta
Estava eu, hoje, arrumando as minhas coisas para sair para o almoço quando o telefone toca. Era a cobrar. Um número desconhecido e, ainda por cima, DDD. Desliguei. Tocou de novo. A cobrar. Resolvi esperar a pessoa se identificar. Era o passado.
Que medo!
Eu já sabia que o passado era assim. Quando menos esperamos, volta a nos assombrar. O que eu não esperava era que ligasse a cobrar.
Deu uma vontade de falar que era engano, fazer voz de telefonista dizendo "Esse número mudou...", mas depois que se fala "Alô" não tem mais jeito.
E foi então que hoje, finalzinho do mês de outubro de 2007, fui obrigada a encarar um passado daqueles que se espera esquecer.
Assim é a vida.

sábado, 29 de setembro de 2007

A Vida na Sala de Espera



Na sala de espera nada acontece. Não há emoções bem definidas, não há planos, não há nada. A sala de espera é o purgatório da Terra. É o preço que pagamos por não termos coragem de viver.
Quantos de nós não se sente assim? Acordando, dia após dia, indo trabalhar, por precisar do dinheiro, indo dormir, por precisar trabalhar, indo para o happy hour por precisar do emprego. E deixa a vida em segundo plano?

Quando somos jovens, tudo está para ser alcançado. Estamos lutando para acabar a escola, para passar no vestibular, para passar num concurso, para conseguir um emprego, para comprar o carro, para comprar o apartamento e...? E depois? Ter ou não ter filhos? Casar ou não casar?

De repente chega um hiato. Acorda. Toma café. Vai para o trabalho. Volta para casa. Paga as contas pela internet. Janta. Dorme. E a vida parece ser vivida dentro de uma sala de espera. Não se sabe se está esperando a morte ou a vida. "Quando receber minhas férias" ou "quando acabar a prestação do (carro, apartamento, terrerno...)" viram as desculpas mais utilizadas para não sair dessa sala de espera.

Um dia a vida acaba...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Amor e suas faces

Quando juramos amor eterno e o amor não dura, fica um sentimento de frustração, de que algo ficou faltando. O certo ficou errado, o bonito ficou feio. A gente imagina se conseguiria salvar o relacionamento caso tivesse feito isso ou aquilo. As palavras que não foram ditas (e que, talvez, só serviriam para machucar o outro) ficam rondando a cabeça.

Com o tempo (e bota tempo nisso) a gente vai guardando essas mágoas e dúvidas, vai analisando, vai aprendendo e vai relevando. Vemos que não havia mais nada que pudesse ser feito e que é melhor assim.

Aprendemos mais, vivemos mais uma (dolorosa) experiência e, quando menos esperamos, estamos prontos para outra. E descobrimos que a separação, tão dolorida, abriu caminho para o novo aparecer.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Politicamente correto


Mais do que ser cortada no trânsito ou pisar em goma de mascar, a onda do politicamente correto me irrita. Essa onda de preservar as "pobres e inocentes criancinhas indefesas" já deu o que tinha que dar e atrapalhou a vida de muita gente.

Hoje foi o cúmulo. Cheguei em casa e a TV estava ligada em um determinado desenho. Quando o menino fez seu pedido aos "padrinhos mágicos" ou "magos padrinhos", enfim, uma nuvem de fumaça subiu com as palavras "imaginnary". Foi o cúmulo. Já pensou o desenho da Cinderella com a abóbora escrita "Imaginação"? Era só o que faltava mesmo...os desenhos avisando que eles são faz-de-conta. Cruzes. É por isso que as crianças não sabem mais pensar sozinhas. Tem que ser tudo mastigado.

Ora, ora. Eu comi cigarrinho de chocolate e não fumo. Tomei guaraná "champagne" e não bebo. As crianças de hoje comem "lápis de cor" de chocolate (que diabos!) e vários desenhos são revistos por entidades que "protegem" a "inocência" das crianças. Estão quase proibindo Tom&Jerry. Muito violento, alegam. Eu, heim!

Em breve teremos uma geração inteira de crianças mimadas e que não saberão dar um passo sem a ajuda dos pais. Afinal, não foram ensinadas a ter senso crítico.

Em tempo...a Turma da Mônica também vem sofrendo com essa onda do politicamente correto. O Cebolinha agora faz desenhos da Mônica em cartazes e leitores estão pressionando para o Cascão tomar banho.

Tenha a santa paciência!

sábado, 22 de setembro de 2007

Vem aí a segunda temporada de Heroes


Foi muito tempo de espera... Muito tempo assistindo mid-season (Eureka é tudo de bom!) e contando os dias para setembro chegar e acabar logo. Aliás, acho que nunca quis tanto que meu aniversário passasse logo. E agora faltam 4 dias. Já divulgaram que alguém está morto e alguém não morreu. A Claire está namorando, aparecerão alguns personagens novos e outros ganharão destaque. Hmmm...

Na vida real, a fofoca que está rolando na terra do Tio Sam é que Hayden Panettiere (que faz Claire) está namorando Milo Ventimiglia (Peter). Aliás, quase rolou pancadaria na festa do Emmy. Veja aqui.

Claro que os tablóides adoraram.

Falando no Milo Ventimiglia, fiquei sabendo outro dia que ele é o Jess de Gilmore Girls (aquele sobrinho rebelde e culto do Luke). Pois é. Cresceu e ficou com cara de homem. Bem, quase.

Enquanto segunda-feira não chega, vamos imaginando tudo o que pode acontecer na segunda temporada de Heroes...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Carapaças


Existem as exceções, mas, em regra, quando somos apresentados a alguém (ainda mais se há algum interesse na pessoa), nossas maiores virtudes vêm à tona. Somos corteses, elegantes, afáveis. Vestimos nossas melhores roupas e polimos a nossa imagem. Entrevistas de emprego, coquetéis e, claro, primeiros encontros. Até mesmo no dia a dia, quando somos apresentados a alguém, ligamos nosso charme no “máximo”.

Outro dia, numa conversa com um amigo, ouvi dele que ninguém é “normal” e que, para detectar a “loucura” inerente à pessoa, bastava um pouco de convivência. Retruquei a história da roupa. Falei que as pessoas sempre usam as suas melhores roupas. Dias depois recebo uma ligação do mesmo amigo dizendo que ficou pensando no que eu falei.

É que, conforme diz o ditado, o hábito não faz o monge. A roupa que vestimos na abordagem inicial não se sustenta por muito tempo. As pessoas não têm paciência de manter a fachada impecável o tempo todo e, aos poucos, a convivência vai desmanchando a casca e revelando o interior.

Ninguém é perfeito. Nem os ídolos por quem as pessoas choram, nem os padres, nem os monges. As imperfeições humanas são, justamente, suas loucuras, psicoses, paranóias.

O problema é a carapaça que não se sustenta por muito tempo.

terça-feira, 11 de setembro de 2007


não me contaram
Não me contaram, quando eu era pequena, que nem sempre conseguimos o que queremos.
Não me contaram que nem todos os sonhos se realizam, nem que as pessoas que eu mais amo seriam as que mais me fariam chorar.
Esqueceram de me avisar que a luta pela felicidade é diária e não admite fracos.
Não disseram que o trabalho é cansativo e cruel...

Mas também não me avisaram que o mundo dá voltas e que amigos são anjos da guarda.
Não me contaram que os sonhos que se realizam são os mais importantes, pois renovam a nossa fé.
Tive que descobrir sozinha que um telefonema pode iluminar meu dia, que um amigo pode salvar sua vida, que tudo, no final faz sentido.
Não me contaram, enfim, que o que importa eu teria que aprender sozinha.
Fazendo Aniversário
É inevitável...bem, exceto se você morre. A Terra completa uma volta ao redor do sol e, quando menos se espera, chega alguém com um bolo com uma fatídica vela para você assoprar. Você vai ganhando olheiras, centímetros na cintura, piadas infames e acumulando papel na sua casa. Principalmente contas.
Mas o que a escola não ensina e os mais velhos não contam é que a graça toda está em sentir-se querido. Em imaginar quem irá telefonar ou mandar um recadinho...qual será a primeira voz a ser ouvida...
Assim como o primeiro dia de janeiro, o dia do aniversário é um marco importante. É um ciclo completo, não só pelos movimentos solares mas pelos movimentos da alma.
É interessante analisar quem continua participando dos seus ciclos e quem foi levado pelos ventos.
E o bom mesmo é tirar um dia para sentar com quem se gosta e dividir mais um momento. Mais um pedaço de bolo...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Desolée (ou Curiosidades estrangeiras)(texto da imagem: É a vida, não o paraíso")

Os franceses possuem uma palavra que é um verdadeiro trunfo: o "desolé" (ou desolée, quando é a mulher quem fala). É a típica palavra que serve para tudo.

- O ônibus saiu?

- sim!

- E agora?

- Desolée.

Alguém morreu? Desolée!

O “desolé”, literalmente traduzido, é desolado. Uma palavra meio forte. Você está se compadecendo da dor alheia. Entretanto, os franceses usam isso o tempo todo. É quase um mantra.

Hoje estava no meu trabalho e uma pessoa me ligou para reclamar. Era uma situação ruim, um prejuízo relativamente grande para a empresa (do patrão dela), mas que, infelizmente, não era problema meu. Eu não contribuí em nada para a situação infeliz da moça e, pior ainda, nada poderia fazer para resolver a situação. Em suma, eu não podia fazer nada, exceto ouvir a reclamação e repetir, “Eu entendo” e “sinto muito”.

Em outras palavras, “desolée”.

No caso, eu realmente estava desolada por ela.

A repetição, no entanto, anestesia os sentimentos. Experimente passar uma semana inteira, todos os dias, ouvindo reclamações o tempo todo. Chega uma hora em que tudo vira a mesma coisa e a resposta já está na ponta da língua. Sinto muito.

A repetição também faz com que, mesmo falando, você não sinta nada. E você continua falando o sinto muito. O pior é que é falado com a mesma cara de âncora de jornal. O Brasil ganhar um prêmio e um acidente terrível são narrados com o mesmo ar de distanciamento.

Agora, ainda gostaria de saber porque o desolée me irrita tanto. Acho que é por causa da cara de âncora mesmo. Você ali, no desespero e a pessoa com a cara de nem aí. E nem se esforça para ouvir ou ajudar.

- Mas eu liguei ontem e disseram que tinha vagas.

- Desolé.

- Mas o hotel tem 400 quartos!

- Desolé.

- Mas estou com uma criança de 5 anos!

- De-so-lé!

- E é feriado!

- Desolé!

- O que eu faço?

- Desolé.

Em momentos assim questionamos: Cadê o Dexter Morgan?