quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sonhar... O Impossível

Existe uma voz dentro de cada um. Aquela voz que diz pra tentar o que parece ser impossível. Aquela voz que insiste em dizer para você trocar o seu curso superior por outro que lhe agrade mais ou que insiste para você pegar outro caminho para o trabalho em certo dia. 

A praticidade, o seu raciocínio posterior, faz com que a gente ignore essa voz. Aí você continua no curso mais tradicional, ou alguém bate no seu carro a caminho do trabalho. 

Fato é que isso existe. Existe para mim, para você, para todo mundo. Aí a gente pergunta o que faria se desse ouvidos àquela voz que fica pentelhando.

Não sou muito de televisão. Assisto alguns seriados que gosto e não passa muito disso. Não gosto de big brother, nem novela, essas coisas. Mas sempre tem alguém para comentar aquela coisa imperdível.

E aí a gente, às vezes, vê acontecer o que parece ser impossível.

Me vem à mente dois casos semelhantes que aconteceram no programa Britain's Got Talent. O do Paul Potts e o da Susan Boyle. 

O ar de pessoas comuns, com vidas comuns, fora dos padrões de beleza, fez com que fossem olhados com certo desdém pelas pessoas que cruzaram os caminhos.

Até que tudo muda. A pessoa abre a boca e a mágica acontece. Os risos da plateia transformam-se em aplausos.

Então, se isso pode acontecer, o que mais aconteceria se a gente desse mais ouvidos e trilhasse um caminho diferente?

Seria sonho impossível daquela música? Ou é tudo possível?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Páscoa, O Renascimento


Primavera de Sandro Botticelli

A Páscoa, muito antes de Jesus nascer, morrer, ressuscitar no terceiro dia, subir aos céus, etc, já era celebrada no hemisfério norte como o  renascimento das flores, como uma celebração da vida, com a chegada da primavera (sem esquecer, claro, do Pessach dos Judeus).

Em outro post eu falava sobre a vida após (no meu caso específico) o divórcio. A vida depois de uma morte simbólica. A nova primavera.

 No Brasil não temos muita noção das estações (exceto para quem mora no sul). Não temos a depressão de inverno de quem, por exemplo, mora na Europa. Passei um ano na França e vi de perto as quatro estações milimetricamente definidas. Inclusive entendi como  o inverno parece matar todas as formas de vida e como a primavera parece ressuscitar tudo. É lindo.

O post é do final do ano quando, engraçado, era pleno inverno no hemisfério norte e, de lá pra cá, realmente houve uma certa transformação...ou, pelo menos, novidades. 

 Meu namorado e eu estamos "grávidos" (de um apartamento). Estamos esperando ansiosamente ficar pronto, projetando, sonhando e juntando dinheiro. :P Faltam 2 anos para ficar pronto e já sonho, literalmente, com ele. É um sonho virando realidade e uma nova página onde escrevemos nossa história. 

Se tem algo que aprendi é que a vida não acontece da forma como queremos, como imaginamos, mas ela acontece, isso é fato. Ela acontece do jeito dela. E você pode passar por algo que quase acaba com a sua vida e ter uma vida nova. 

A "morte" do inverno é temporária... Pode durar mais ou menos, mas a primavera chega...
E que venha para você também.


domingo, 4 de abril de 2010

Preconceito - Pré - Conceito

Preconceito é aquela opinião prévia que tomamos sobre algo/alguém/alguma coisa antes de termos qualquer conhecimento sobre o assunto.É um conceito prévio. É uma opinião formada sem estudo, sem aprofundamento, sem qualquer base.

Preconceito é a criança dizendo que não gosta de brócolis sem nunca experimentar a verdura. E cresce dizendo não gostar de brócolis sem nunca colocar um pedaço na boca. 

Preconceito é achar que vai ser assassinado ao descer no Rio de Janeiro. Ou em Vitória. 

Preconceito é dizer que toda a loira é burra. 

Preconceito é o que o Robinho, jogador de futebol fez. Não desceu do ônibus por não querer entregar ovos de páscoa num lar espírita. 

Preconceito é julgar o livro pela capa, a pessoa pelo rosto, o prédio pela fachada. 

Preconceito é não ir à Bahia por considerar todos os baianos são preguiçosos, não ir ao Rio porque todos os cariocas são malandros. Não ir a São Paulo por causa dos "mauricinhos engravatados", não vir a Brasília por causa dos políticos corruptos.

Preconceito é não enxergar um palmo à frente do seu nariz. É ser míope por vontade própria. 

 Num país com uma diversidade tão grande, ter preconceito deveria ser crime.

Certa vez estava na casa de uma amiga americana, ainda éramos adolescentes, quando a mãe dela me falou sobre uma cena que viu mais cedo: nós duas, sentadas na cama, conversando livremente. Por um momento, quando fui visitá-los pela primeira vez, ela temeu um choque de culturas...quando viu essa cena, percebeu que eram apenas duas adolescentes. 

Agradeço ao céu pela educação que tive e pelas oportunidades que me foram apresentadas. Fui agraciada com a chance de conhecer pessoas de praticamente todos os países, religiões (inclusive aqueles sem religião - 100% ateus), cores (já que a raça é a mesma: humana), orientações sexuais, etc.

Diferente é só aquilo que você nunca viu. Pense nisso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Lembranças

Todos nós temos aqueles momentos em que tudo parece dar errado. O relacionamento acaba, a vida desanda, o filho não passa de ano. Normalmente vem várias coisas dessas de uma vez. Não interessa muito o quê. O proprietário quer o apartamento de volta. O chefe vem com um aviso prévio. A faxineira fica doente. Sei lá. Só sei que tem vezes que dá vontade de enfiar a cabeça debaixo da coberta e dormir até a tempestade passar. 
Mas a vida continua, é bem verdade. "O tempo não para", já dizia Cazuza. Não para mesmo. Nem pra mim, nem pra você, nem pra ninguém. Até nos momentos em que gostaríamos que o mundo parasse, ele continua girando e pobre de quem tem labirintite!

Talvez eu tenha sorte de ter memória de peixe dourado. O fato é que eu esqueço tudo. Principalmente, busco esquecer o pior. O que já passou. 

Se conselho fosse bom, a gente pagava por eles. Teve um que recebi de uma amiga e que, se pudesse, pagaria muito por ele. Num momento particularmente ruim, ela me falou que, um dia, ficariam as boas lembranças. Na hora eu não entendi muito bem. Nem sei, ao certo, como foi que ele acabou ficando. Um conselho assim, tão ao acaso, recebido de graça...

E ela estava certa. 

Ficam as boas lembranças. 

Passa a tormenta, vem a calmaria. Quando você sai daquele meio do furacão e ele vai embora, de repente se pega pensando em todos os momentos que teve antes do furacão passar.

A experiência, é claro, fica. Você sai um pouco mais escaldado, um pouco mais sábio, um pouco menos ingênuo...mas sai. 

Certas coisas, concordo com o filme "Sob o Sol da Toscana", deveriam matar uma pessoa, tão rapidamente quanto um acidente de avião, um tiro no peito, uma colisão frontal entre dois carros. E não matam e você não ganha nem atestado médico por elas...Nem licença maior que uma semana...

Mas não matam. Por algum motivo, certas coisas que deveriam matar, não matam. Deveriam, mas não matam. Você acorda e respira no dia seguinte.

E, depois de um tempo, aquilo que devia matar, passou. E deu lugar a outra coisa. Ou não. Ou abriu um vão que talvez nunca será preenchido... Mas acaba que forjamos uma vida sobre essa nova realidade. 

E ela pode ser ótima!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Chico Buarque

Tenho a ligeira impressão de que todas as mulheres gostam do Chico Buarque. E que, no mínimo, metade dos homens não entendem o porquê. Meu namorado fala que ele é um ótimo letrista, mas deveria deixar a função de cantar para outra pessoa, por que o Chico Buarque não tem voz. É. Tenho que concordar. Mas é que ele passa uma emoção que poucos cantores conseguem. Essa é a minha opinião.

Quando o Chico canta "Trocando em miúdos, pode guardar/as sobras de tudo, que chamam lar/ as sombras de tudo que fomos nós/as marcas de amor nos nossos lençóis/as nossas melhores lembranças" e a voz dele quase falha, é pra matar.

E tem também a "Gota D'Água" e "Bastidores" que fazem parte de qualquer lista de músicas para dor-de-cotovelo.

Por outro lado tem "A Banda" e "Feijoada Completa", músicas que sempre levantam o astral.

Desde que me entendo por gente, escuto músicas do Chico. Não só as clássicas, "para adultos", mas também as do disco "Os Saltimbancos".

Uma outra teoria que tenho é que mulher se liga mais à letra, enquanto os homens se ligam mais à música.

Uma coisa é certa: ninguém pode dizer que ele não é um grande poeta.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começo do Ano...

Eu já estava com um esboço de um post bacaninha sobre o ano que acabou de começar... Como ele trouxe coisas boas e ruins, mas como eu tenho esperança de ser um ano bastante positivo.

Apesar de acreditar em todas essas coisas que escrevi, delas serem verdades e tal, hoje estou morrendo de raiva. Estragaram meu dia, minha semana e meu mês. Bateram no meu carro. Não essas batidinhas bestas que vemos por aí... tudo bem que ninguém se machucou, mas foi uma SENHORA batida. Um caminhão, quase que literalmente, passou por cima do meu carro. Eu estava parada, tranqüilamente, na faixa da direita, esperando para fazer um retorno, quando o infeliz, num caminhão, na faixa da esquerda, resolve jogar a sua carreta de QUINZE METROS para a direita, diretamente sobre o meu carro PARADO.

"Bad things happen to good people" foi a única explicação que encontrei.

Claro que o mau-torista não quis ir à delegacia, quis chamar a justiça volante. E claro que ele não tinha onde cair morto, menos ainda condições de pagar a metade da minha franquia que fosse. Morri numa boa grana, além de passar muita raiva...

Até pensei que fosse bad karma...mas falando com pessoas queridas vi que não é nada disso. Só puro azar mesmo.

Pra compensar, podia ganhar na mega sena, né?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Ano Acabou

E com o ano novo vem (agora sem o ^) todos aqueles planos.

O que você quer para 2010?

Eu quero:
- ver mais os meus amigos,
- viajar mais com o meu namorado,
- conhecer, pelo menos, uma cidade nova,
- perder peso (sonho de 9 entre 10 mulheres),
- estudar mais,
- cuidar mais de mim,

E, quem sabe...começar um sonho novo para 2011...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fé

Há anos não celebro o Natal como uma festa religiosa. Ou pelo menos não o vejo assim. Não sou uma pessoa muito religiosa, tenho minhas crenças, mas não pratico verdadeiramente nenhuma religião. Assim, o Natal não é celebrado por mim da mesma forma como pela maior parte das pessoas que conheço.

O final do ano, como um todo, para mim, serve de tempo de meditação, de recolhimento. Aproveito para (tentar) manter-me afastada de situações desagradáveis, de problemas e concentrar-me em meu "eu". Verifico o que quero melhorar em mim, faço mentalmente meus próprios planos para ser uma pessoa melhor, pois é nisso que eu acredito.

Acredito em (novamente, tentar) buscar ser uma pessoa melhor. Fazer as pazes com o passado e planos para o futuro. Mudar o que quero que seja mudado.

Há uma oração, que acho bem bonita, é a Oração da Serenidade. Normalmente faço as minhas próprias preces, sem palavras decoradas. Acho-as mais sinceras. Entretanto, sempre tem uma ou outra que chamam a minha atenção e as utilizo em determinados momentos.

Assim eu vivo a minha vida. Busco aprender com erros e acertos, tento melhorar, faço a minha parte.

E faço pelos outros o que gostaria que fizessem por mim. É a regra de ouro. Acredito piamente que, se todos fizessem isso, o mundo seria melhor.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sob o Sol da Toscana

Aviso: Contém spoilers!!!!!!

Poucos filmes me emocionaram mais do que "Sob o Sol da Toscana". Talvez por ter vivenciado dois divórcios difíceis (o dos meus pais e o meu próprio, anos mais tarde). O filme mostra belas paisagens, possui um final um tanto previsível, mas o jeito que a história vai se desenvolvendo é o que me encanta. Talvez mais do que a história das joaninhas, é a história da linha do trem. É a ideia de viver para um futuro melhor, mesmo que este exista apenas na fé.

O filme não acaba com "viveram felizes para sempre", não acaba com todos os problemas magicamente resolvidos e nem com promessas de uma vida melhor. Ele apenas acaba em um momento x, que poderia ser qualquer um. Um dia qualquer do ano. Não está tudo perfeito, mas está tudo bem. Dinheiro, fama, poder não têm lugar nesse filme, que trata da vida após divórcio. Da vida após um baque que tem o poder de derrubar um cidadão e fazer com que a auto-estima de uma pessoa torne-se pó em 10 segundos.

Difícil uma pessoa que nunca passou por uma situação assim idenficar-se com o filme. Eu acho, pelo menos.

Eu vivenciei muito de perto (talvez perto demais) o divórcio dos meus pais. Achava que entendia tudo. Ledo engano. Muita coisa só aprendi mesmo depois de assinar o papel que pos fim ao meu próprio casamento.

No filme fala que é levar uma bala no coração. É como bater de frente contra um carro que vem em alta velocidade no sentido contrário. É algo que deveria matar, mas não mata. E você tem que aprender a viver depois disso.

Parece fácil, mas não é.

E não existe fisioterapia para isso. Não existe um centro de reabilitação, ninguém ensina como sobreviver a uma perda dessas. Nunca ouvi falar (pelo menos aqui) de um grupo de apoio, de um "Divorciados Anônimos", de qualquer coisa do gênero.

Mas a verdade é que deveria mesmo matar, mas não mata. Mata uma parte de você, mata um passado, mata uma parte da sua alma, mas você sobrevive. Se sai mais forte, mais confiante, com uma auto-estima melhor eu não sei. Eu sei que cada um encontra a sua maneira de lidar com isso e continuar a viver.

E a beleza do filme, para mim, é essa. Mostra exatamente como a pessoa se sente. A vontade de fugir para outro lugar, outra cidade, país, planeta e refazer a vida. E a esperança de ser feliz novamente.

Toda vez que vejo uma joaninha, agora, me lembro desse filme. No meu apartamento já apareceram várias desde que me mudei. Sempre fico as observando de pertinho, pensando que é um sinal que tenho me mantido no caminho certo.

Lindo também é quando, no filme, ela descobre que conseguiu tudo o que queria. Nada de mais, apenas coisas simples. Pessoas para quem cozinhar, uma família na casa, um casamento no jardim.

A verdade é que, por algum motivo, você continua respirando depois das piores tragédias. E, quando menos espera, chegam as joaninhas. "Lots and lots of ladybugs".

E eu? Eu quero uma casa/apartamento onde possa receber vários amigos, como na casa de uma amiga onde fui hoje. Por enquanto o espaço me limita, mas em breve...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Irmãs

Sou a mais velha de três irmãs. Bem mais velha. Brinco que somos três filhas únicas. Exceto pela mais nova, somos filhas dos mesmos pais. A novinha é filha do segundo casamento do meu pai. 30-19-7 são as nossas idades. Facilmente poderia ser mãe da mais nova (nem tanto da do meio).

Então crescemos assim, três filhas únicas. E acaba que não temos em nada relacionamento de irmãs. É muito diferente, muito peculiar.

Minhas irmãs nasceram com computador, celular, internet, CD player. A mais nova já está na fase do mp3 e talvez nem saiba o que é um CD (sabe, no entanto, o que é um DVD e ligava o DVD player e a TV antes de saber falar direito).

É a era da TV a cabo, do conteúdo disponível a todos.

Elas não sabem o que é enciclopédia barsa, duvido que consigam fazer uma pesquisa usando só a biblioteca da escola e o orelhão é um objeto meio estranho. Se eu chegar perto e falar pra elas "virarem o disco", com certeza vão me olhar como se eu fosse uma E.T. Faz parte.

Mas é legal essa sensação de aprender e ensinar. A de 19 já me ensinou bastante e é um grande motivo de orgulho pra mim. A mais nova ainda está muito nova. Quero ver daqui a 10 anos o que ela me trará.

Não tive essa experiência de crescer brincando e brigando com as minhas irmãs. Tive essa experiência, na verdade, com primas queridas, mas não com as minhas irmãs. Com elas, minhas irmãs, as experiências são diferentes, são mais fora do comum. Já aconteceu de eu estar com a mais nova e pessoas ficarem chocadas pelo fato de, sim, sermos irmãs. E, olha que coisa, nunca brigamos pela atenção dos nossos pais, por brinquedos ou por qualquer outra coisa que fazem irmãos ficarem meses sem olhar um para a cara do outro.

Aí, recentemente, uma conhecida engravidou do marido, com quem tem um filho de 10 anos. Falei que ela vai ver como vai ser tudo diferente e como o filho vai ajudar com a criação. Contei rapidamente da minha experiência e estou torcendo para tudo dar certo.

Sorte deles... :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Viva

Para a "moral" e os "bons costumes" que acharam de bom tom expulsar uma menina da universidade por trajar roupas inapropriadas.

Vamos esquecer toda a luta que já houve em matéria de igualdade entre os gêneros. Esqueçamos também das nossas mães/avós que lutaram para que tivéssemos independência financeira, que nos deram a oportunidade de lutar pelas nossas vontades.

Obrigada aos alunos/diretores da Uniban por lembrar as mulheres que o lugar delas é no tanque e não numa cadeira universitária.

Há quase 30 anos, minha mãe passou por uma “saia justa” muito mais leve do que essa vivida pela jovem de agora. Ela (horror dos horrores) resolveu cursar uma disciplina “de macho”: geologia. Mais de um professor falou que aquilo não era curso para mulher. Que o dever dele (professor) era de dar notas baixas para as mulheres que resolvessem se aventurar nesse ramo “masculino”. Ela passou com a nota máxima e comigo a tiracolo. Hoje é uma geóloga bem sucedida e que me mostrou, pelo exemplo, que a diferença entre os sexos está na cabeça dos otários.


Um viva, portanto, à Uniban, que me fez imaginar como seria viver em países onde as mulheres não podem trabalhar e só podem sair à rua acompanhada de um homem e vestida dos pés à cabeça com uma tenebrosa burca.

Vamos ser sinceros? O vestido nem era tão curto, nem tão colado, nem tão decotado e mesmo que fosse...

Mais uma vez, parabéns por jogarem fora o progresso, as lutas, as leis, a constituição. Vamos voltar ao tempo do Estatuto da Mulher Casada (oi??), ao tempo em que o homem era dono da mulher e tinha direito de vida e morte sobre ela.

Lembrou-me um caso do pai que estuprava as filhas e disse (em sua defesa!): "Galinha que eu crio, eu como".

Podre, podre, podre.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alguns Posts Voltaram

Voltaram por terem sido relatos de fase da minha vida. Voltaram pois não vou apagar o passado por causa de pessoas que querem que eu faça isso. Voltaram porque são meus e não ferem o direito de ninguém (já que não há nomes publicados). Voltaram por estarem guardados depois de desentendimentos com certas pessoas que vestiram o chapéu.

Paciência. O blog é meu e eu faço com ele o que bem entender.

Se não quiser ler, não entre aqui.

Pronto.

domingo, 25 de outubro de 2009

Em inglês

Um texto sensacional do Shakespeare:

Portia:
The quality of mercy is not strain'd,
It droppeth as the gentle rain from heaven
Upon the place beneath. It is twice blest:
It blesseth him that gives and him that takes.

The Merchant Of Venice Act 4, scene 1, 180–187

sábado, 24 de outubro de 2009

Raiva, ódio, rancor

Há muito resolvi abolir essas palavras do meu dicionário. Primeiro porque são sentimentos maléficos a qualquer ser humano. Depois porque percebi que minha vida foi melhorando a cada dia em que trocava todas essas palavras por uma só: amor.

Claro que não é fácil.

Tem umas 3 semanas que eu magoei-me profundamente com uma pessoa da minha convivência diária. Ouvi calada absurdos inenarráveis e, quando não dei mais conta, isolei-me num canto para que não me vissem chorar. Nada de retrucar. Só exercício de paciência mesmo e de buscar entender a pessoa.

Todos os grandes apóstolos, todos os mensageiros divinos, ensinam o amor ao próximo e o perdão. Um dia ouvi que se não é difícil perdoar ou se doar, então você não está fazendo um bom trabalho.

Não sou santa, longe disso. Mas tenho buscado o perdão e tenho buscado perdoar. Quanto mais difícil, sinto que melhor para a minha própria evolução.

A mesma coisa é ajudar o próximo. É muito fácil dar 2 reais para um pedinte. Mais difícil é você sair do conforto da sua casa para ajudar uma pessoa que está sem gasolina (o que era algo que me recusava a fazer) ou para consolar um amigo do outro lado da cidade.

A caridade também, se vem fácil, não é tão valiosa.

Mas vamos parar que isso está virando um post de religião e não tem nada a ver com o blog. Rsrs.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

RAMIREZ - RESTAURANTE MEXICANO

Um dos meus "points" favoritos no Sudoeste é o Ramirez, na CLSW 101, Bloco B, Loja 94, Subsolo. Ambiente bacana, comida deliciosa, preço super em conta. Tenho ido lá, em média, 2x por semana, comer do delicioso chili e dos igualmente saborosos burritos.

O dono é quem atende e o ambiente é bastante familiar. Na quarta fui lá com uma amiga e ficamos um tempão conversando com o Alexandre, paulista divertidíssimo, dono do estabelecimento.

Quem gostar de comida mexicana, fica a dica.

Para saber mais, o Ramirez está no twitter e tem uma reportagem bacana aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ki Mukeka - Fui e Gostei

Descobri recentemente que, aparentemente, estamos dentro do livro 1984 e falar mal de um estabelecimento comercial é crime, tendo acabado o direito à livre manifestação do pensamento, segundo preconiza a nossa Carta Magna.

Inobstante as ameaças que pairam sobre os blogs que falam sobre qualquer coisa, resolvi falar do Ki Mukeka, onde fui almoçar ontem junto com a família do namorado.

Chegamos e percebemos o ambiente lotado, com algumas pessoas esperando mesa. Enquanto esperávamos, tomei uma coca-zero e, antes de terminar, fomos encaminhados à mesa. O calor de domingo estava insuportável (o restaurante não tem culpa por isso, tá??), portanto pedimos para abaixarem a tenda já que o sol estava ameaçando bater nas costas dos meus sogros. Fomos prontamente atendidos.

Pedimos uma porção de acarajés, uma moqueca de camarão e um badejo com camarão. Dois pratos para cinco pessoas. Quando os acarajés chegaram, já vislumbrávamos as delícias que viriam depois. De fato, não nos decepcionaram. Pratos fartos, fumegantes e saborosos. Comemos muito e ainda sobrou um pouco de comida. Destaque para o pirão que estava impagável.

O atendimento, em geral, foi bom. A casa estava muito cheia e talvez fosse necessário aumentar o número de garçons. E a comida demorou um pouco (que também dá pra ser atribuído à lotação da casa), assim como a conta.

Vale a pena pra quem gosta de uma boa comida baiana.

Ah, nota dez para o restaurante que deixa claro que " A gorjeta é opcional. Só gratifique se você for realmente bem atendido" e o valor individual do couvert artístico. Particularmente, não gosto de músico tocando em restaurante, mas achei legal terem deixado claro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

As Minhas Preferências


Dizem que os virginianos são movidos por excelência (ou o que a pessoa considera excelência). Se isso é verdade ou não, eu não sei. Só sei que desde pequena, eu gosto do melhor (que, muitas vezes, é o mais caro). Mamãe diz que sou flor de asfalto, nascida para a cidade.

Enquanto não encontro a excelência almejada (que pode não ser a mesma para todas as pessoas), não me prendo a nada. Nem a ninguém. Até hoje não tenho uma manicure boa, apesar de conhecer uma excelente depiladora (que é algo que fiz menos vezes na vida). Meu cirurgião buco-maxilo-facial é o melhor que encontrei. Tal como o meu ortodontista. Minha dentista é a mesma desde que eu tinha 12 anos. Ela é odontopediatra.

Quando foi a vez da minha irmã, em Campinas, procurar um ortodontista, o de Brasília indicou para ela. Quando a minha mãe precisou de uma singela prótese dentária, o cirurgião daqui indicou um bam-bam-bam para ela.

Assim foi a minha vida toda.

Quando quis fazer pilates, fui para a academia que considerei melhor. Quando escolhi o Colo (que não foi impulso como a Sofia) escolhi o melhor. E fui buscá-lo na Argentina.

Para cada 10 profissionais que conheço, provavelmente indico 1. Se tanto. Sou crítica mesmo. Ainda mais com os meus filhos felinos.

A ração deles é a que considero melhor (a Premier - isso pq não consegui a Eukanuba). A areia é a LimpiCat (nenhuma faz torrão como ela). A água é filtrada (se tivesse tempo e paciência, seria fervida também). A castração foi feita na clínica mais bem cotada de Brasília (a Empório dos Bichos).

Num post do blog Cadê o Atum, falou-se da Pety Cats e da Dra. Vanessa. Antes de eu adotar a Sofia, conheci a Pety Cats. Fiquei encantada com o atendimento da vendedora de lá. Hoje temos uma relação de amizade. Quando ela esteve doente, inclusive telefonei no celular dela para desejar-lhe melhoras.

Semana passada tive a oportunidade de conhecer a Dra. Vanessa. Confesso que considerava o consultório um tanto longe, mas, para mim, valeu cada km rodado. E, ao final, nem foi tão longe quanto imaginava. Amei. Exemplo de excelência.

Outro exemplo de excelência em outra área foi o restaurante Bistrô Gourmet no PkShopping. Pena que, na segunda vez em que fui lá, o atendimento não estava lá essas coisas....

Enfim, Brasília precisa, definitivamente, de melhores profissionais.

E tem gente que acha que é crime receber uma crítica.




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pensamento do Dia

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível."

Mahatma Gandhi


Review - The Fantasticks


Em Nova Iorque, longe dos holofotes da Times Square, da grandiosidade dos musicais mais cobiçados, das cifras milionárias, nasceu um dos musicais mais fantásticos do mundo, dono de uma simplicidade impressionante...

Sou apaixonada por musicais. Apaixonada. Na escola eu era a menina nerd que andava com a camiseta larga de banda (ou, no caso, musical). Eu era um ET para os meus colegas, mas nem me importava. No segundo grau tive a oportunidade de participar da montagem da escola do musical The Fantasticks. Só no backstage, pois não sei cantar. Não importava. Decorei todas as falas, todas as letras de todas as músicas.

Em 2000 tive a oportunidade de assistir o musical em NY. Um teatro pequeno, uma produção "Off-Broadway." No teatro não cabia mais do que 200 pessoas (se tanto!) e eu sentei na primeira fila no centro. Às vezes tinha que colocar os pés debaixo da cadeira para não pisarem no meu pé (meu pé já ficava no palco). Perfeito para a história que é contada.

The Fantasticks é atemporal. É um Romeu e Julieta às avessas, onde os pais, que são vizinhos, fingem brigar com a finalidade de que os filhos os contrariem e apaixonem-se. A ideia é que as crianças sempre fazem o contrário do que os pais dizem ("Never Say No"). Quando os pais fingem fazer as pazes, o namoro escondido perde a graça...

Toda a produção é simples. Não há cenários grandiosos (um tablado, um sol de cartolina - que do outro lado é uma lua -, uma caixa com objetos e pronto). Os instrumentos são poucos também (piano, harpa e algum outro que me foge a lembrança). Os atores nunca saem de cena, apenas ficam sentados num canto. É tudo simples. A história é simples, a produção é simples, o teatro é simples. E é a simplicidade de tudo que, creio, faz com que seja o musical que está há mais tempo em cartaz (ano que vem faz 50 anos!).

Pra quem vai a NY, vale a pena. Pra quem não vai, o CD é sensacional também. É o tipo de peça que você sai sorrindo, pois é bem humorada, leve... Eu praticamente interagia com os atores, murmurando as músicas junto, rindo, etc. Demais!

Hoje The Fantasticks está na Broadway, no Snapple Theater. Endereço: 1627 Broadway, esquina com a 50th Street.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bistrot Gourmet

Esse vale um post. Sábado fui ao Park Shopping com uma amiga. A ideia era almoçarmos por lá e bater perna um pouco (pra queimar as calorias, né?). Passamos pela praça de alimentação lotada, pelo Café Cassis lotado, resolvemos nem tentar o Outback e voltamos para a ala nova, onde tem o Bistrot Gourmet (não encontrei página na internet desse restaurante pra colocar link). Não conhecia, só de passar perto (afinal é parada obrigatória a papelaria em frente). Olhamos o cardápio e decidimos arriscar.

Que ótima decisão.

O atendimento é impecável. Digno de São Paulo, mas definitivamente assusta em Brasília. A comida é deliciosa. Eu pedi o penne ao molho de limão siciliano com lascas de salmão e a minha amiga pediu uma carne com molho de 3 (?) pimentas com risoto de gorgonzola e uvas verdes. Uma loucura total. Claro que uma experimentou do prato da outra e difícil foi decidir qual estava mais saboroso. Acho que os dois.

Mais impressionante é que veio tudo rápido. Não consegui achar um defeito sequer no Bistrot Gourmet. Suficientemente saciadas pela refeição, pedimos apenas um café. Que veio com um biscoitinho delicioso. O garçom viu que estávamos elogiando o biscoitinho e trouxe mais alguns numa pequena vasilha.

Olha que graça!

Provado e aprovado e recomendadíssimo.

Então, no seu próximo passeio ao Park Shopping, não deixe de conferir. O preço, ainda por cima, é justo. Super justo.

sábado, 22 de agosto de 2009

Você Sabe Que Ficou Muito Tempo Sem Postar Quando...

Começa a digitar o endereço do seu blog e o navegador não completa... :P

Foi o que aconteceu hoje.

Rapidinhas:

Notícia triste de hoje é que a Ematoma (Marisa Mitsue Toma), do blog Objetos de Desejo faleceu. Muito triste... Era um blog que eu acompanhava (e, pasmem... ESSE o meu navegador completou... tsc, tsc). As hipóteses são homicídio ou suicídio.

Fui numa festa nerd ontem que bombou. Raro isso. 30 anos de um amigo meu. Todo mundo completando 30 anos. Daqui a pouco sou eu. Urght. O que eu quero fazer no dia do meu aniversário? Sentar e chorar. Pelo menos mamãe estará aqui para me consolar.

Semana passada foi a formatura de uma amiga querida no curso de direito. Parabéns! :D

Vinte vivas para o meu namorado maravilhoso por ter aguentado (mais) uma crise minha de mulherzinha esta semana. Ele me surpreende cada dia mais.

Estou com umas ideias para uns posts, mas tenho que sentar e escrever. Isso demanda tempo e paciência...mas eu juro que chego lá. :P

Comecei a fazer pilates: é bom e faz bem! Estou adorando.

Instalei meu wii (tá bom, meu namorado instalou) na minha tv nova (ah sim...comprei uma tv nova :P). Carreguei as pilhas dos controles. Agora só falta jogar. Oba!

Bem, é isso!

Saudações a todos!


domingo, 26 de julho de 2009

O Ano (Quase) Acabou!!

Alguém mais por aí acha que 2009 voou? Julho está quase no fim. Setembro tá logo ali. Outubro passa batido, novembro parece que só tem feriado (2 e 15) e acabou o ano. Sério. Ou alguém considera dezembro um mês válido? No meio do 13o, férias, feriados, festas, ressacas, ninguém sente os dias passando e já chega janeiro trazendo todas as promessas que ninguém cumpre mesmo...

Maaaas, enquanto o ano não acaba, já dá pra fazer um balanço de como foi. So far, so good. :) Cresci, amadureci, levei umas pancadas da vida, mas vou seguindo em frente.

O futuro aparenta reservar coisas boas, interessantes que, conformer forem acontecendo, vou postando aqui (para não dar azar, né??).

Atualizando a quem possa interessar, o love está melhorando da cirurgia, já retirou os pontos e tudo está indo bem (felizmente não parece ter pego nenhuma infecção hospitalar - meu maior medo!).

Minha mãe costuma dizer que a gente vai matando um leão por dia. É mais ou menos por aí. Mas, apesar de crises existenciais e depressivas, tenho que dizer que tem valido a pena.

Aliás, falando da minha mãe, da minha família, etc, ontem uma amiga veio dizer que eu tenho que escrever alguns vários livros sobre as histórias que tenho pra contar. É algo que tenho em mente, mas ela falou que tenho que escrever como ficção...pq se eu escrever/publicar como não-ficção, ninguém acredita...E o pior é que é verdade! :P A ideia dela foi escrever algo como "Comédias da Vida Privada" do Veríssimo.

Vamos ver.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mudando de Assunto....

Só porque esqueci de falar antes...

Fui pro Rio no mês passado e assisti uma apresentação do Joshua Bell (lembram deste post?) ao vivo e a cores. Maravilhoso. No bis ele tocou uma música folclórica americana (que eu não conhecia) e, em alguns momentos, parecia que um passarinho tinha vindo acompanhar o violino.

Sensacional.

Preço dos melhores lugares: R$ 200,00. Preço que pagamos: R$ 0,00. Chegamos cedo e conseguimos cortesia (queríamos comprar, juro, 3 ingressos, mas estava tudo esgotado!). Algo que, aparentemente, eles fazem com frequência na Sala Cecília Meireles, onde foi a apresentação.

Fica a dica.
Uma Noite No Hospital...

Esqueça todos os filmes e seriados que você já viu a respeito de hospitais norte-americanos. Esqueça experiências passadas e esqueça, principalmente, dos médicos. Seja o médico bonzinho que escuta o paciente, seja o ranzinza que não faz questão alguma de ser gentil enquanto elabora um diagnóstico diferencial.

Esqueça os quartos iluminados, ventilados, limpos, esqueça a equipe multidisciplinar, esqueça o silêncio sepulcral. Esqueça, ainda, qualquer mordomia. Esqueça uma estação de enfermaria com enfermeiros prontos para qualquer emergência. Esqueça aparelhos sofisticados medindo a pressão, os batimentos cardíacos, enfim... Esqueça!

Troque tudo isso por um quarto meio escuro e (horror dos horrores) meio sujo. Na cama, meu namorado recém operado. Abaixo da janela (juro) um barulho ensurdecedor de alguma máquina hospitalar que ligava e desligava a cada poucos minutos. A TV (minúscula) não tinha controle (e o paciente recém operado faz como, me pergunto? anda até ela??) e em lugar algum encontramos um botão para ligar na enfermaria. As paredes pareciam ser divididas por gesso, tamanho o barulho que ouvíamos dos quartos ao lado.

Os poucos funcionários que víamos trabalhavam demais e, pelo visto, ganhavam de menos. Um enfermeiro só para dois andares durante a noite (calculo, 40 quartos) e não mais do que dois auxiliares para qualquer outra coisa.

Aliás, esquecimento foi a palavra de ontem. Primeiro, esqueceram de anotar direito o horário da cirurgia, que era às 7h. Com isso, ele foi operado só às 9h30. Depois foi para a sala de recuperação e, após acordar da anestesia, esqueceram de levá-lo para o quarto. Depois esqueceram da janta. Horas depois, da ceia. Suspeitei, em dado momento, que a agulha do soro tinha soltado. Liguei na enfermaria. Era troca de turno. Depois alguém passaria lá. Esqueceram novamente.

Pedi lençol. Esqueceram. A jarra de água levaram e esqueceram de trazer de volta. Pasta de dente não tinha. Sabonete e toalha, levamos de casa. Assim como roupa de cama para mim (que dormi num sofá-cama que não quero nem lembrar da sujeira que estava). De repente entendi a neura do meu pai de levar lysoform sempre que vai passar uma noite fora de casa.

Médico, se tinha, eu não vi. Nenhum. Nem de passagem. Nem perdido. Aliás, meu namorado também não viu. Aliás, ele acha que viu antes da cirurgia...

Ah, não precisa falar que também não tinha internet, né?

E isso foi hospital particular. Tenho até medo de pensar em que situação estão os hospitais públicos do país...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pedras

Drummond dizia que "tinha uma pedra no meio do caminho". Você ultrapassa uma e outra aparece. Normal. A vida é cheia de idas e vindas e muitas pedras no meio do caminho. Umas são mais fáceis de tirar e outras mais difíceis. Às vezes é tanta pedra que você acha que dá para contruir uma nova Grande Muralha da China, só que ali no seu quintal.

Mas, aí, as pedras somem. Ou você vai tirando uma a uma do seu caminho, vai usando para construir pontes, um poço, enfim, algo útil com elas.

Muitas vezes já sentei com minhas pedras (meus problemas) e fiquei abismada pensando em como iria contornar aquilo tudo. Às vezes dá vontade de desistir e/ou ficar na cama esperando que as pedras sumam sozinhas. Afinal, muitas apareceram sozinhas, não é mesmo?

Há mais de dois anos faço terapia. Falo sobre meus problemas e escuto insights sobre eles. No começo achava que não tava funcionando, que demorava muito para dar resultado, que era palhaçada. Entretanto, conforme fui enfrentando meus problemas, meus fantasmas, minhas perdas e pedras, meus traumas, meus medos, tudo foi ficando mais fácil, pois foi fazendo mais sentido.

No final, sempre existirão pedras. E perdas. E traumas. E a gente vai tendo que aprender a lidar com tudo isso. Com ou sem ajuda.