quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sob o Sol da Toscana

Aviso: Contém spoilers!!!!!!

Poucos filmes me emocionaram mais do que "Sob o Sol da Toscana". Talvez por ter vivenciado dois divórcios difíceis (o dos meus pais e o meu próprio, anos mais tarde). O filme mostra belas paisagens, possui um final um tanto previsível, mas o jeito que a história vai se desenvolvendo é o que me encanta. Talvez mais do que a história das joaninhas, é a história da linha do trem. É a ideia de viver para um futuro melhor, mesmo que este exista apenas na fé.

O filme não acaba com "viveram felizes para sempre", não acaba com todos os problemas magicamente resolvidos e nem com promessas de uma vida melhor. Ele apenas acaba em um momento x, que poderia ser qualquer um. Um dia qualquer do ano. Não está tudo perfeito, mas está tudo bem. Dinheiro, fama, poder não têm lugar nesse filme, que trata da vida após divórcio. Da vida após um baque que tem o poder de derrubar um cidadão e fazer com que a auto-estima de uma pessoa torne-se pó em 10 segundos.

Difícil uma pessoa que nunca passou por uma situação assim idenficar-se com o filme. Eu acho, pelo menos.

Eu vivenciei muito de perto (talvez perto demais) o divórcio dos meus pais. Achava que entendia tudo. Ledo engano. Muita coisa só aprendi mesmo depois de assinar o papel que pos fim ao meu próprio casamento.

No filme fala que é levar uma bala no coração. É como bater de frente contra um carro que vem em alta velocidade no sentido contrário. É algo que deveria matar, mas não mata. E você tem que aprender a viver depois disso.

Parece fácil, mas não é.

E não existe fisioterapia para isso. Não existe um centro de reabilitação, ninguém ensina como sobreviver a uma perda dessas. Nunca ouvi falar (pelo menos aqui) de um grupo de apoio, de um "Divorciados Anônimos", de qualquer coisa do gênero.

Mas a verdade é que deveria mesmo matar, mas não mata. Mata uma parte de você, mata um passado, mata uma parte da sua alma, mas você sobrevive. Se sai mais forte, mais confiante, com uma auto-estima melhor eu não sei. Eu sei que cada um encontra a sua maneira de lidar com isso e continuar a viver.

E a beleza do filme, para mim, é essa. Mostra exatamente como a pessoa se sente. A vontade de fugir para outro lugar, outra cidade, país, planeta e refazer a vida. E a esperança de ser feliz novamente.

Toda vez que vejo uma joaninha, agora, me lembro desse filme. No meu apartamento já apareceram várias desde que me mudei. Sempre fico as observando de pertinho, pensando que é um sinal que tenho me mantido no caminho certo.

Lindo também é quando, no filme, ela descobre que conseguiu tudo o que queria. Nada de mais, apenas coisas simples. Pessoas para quem cozinhar, uma família na casa, um casamento no jardim.

A verdade é que, por algum motivo, você continua respirando depois das piores tragédias. E, quando menos espera, chegam as joaninhas. "Lots and lots of ladybugs".

E eu? Eu quero uma casa/apartamento onde possa receber vários amigos, como na casa de uma amiga onde fui hoje. Por enquanto o espaço me limita, mas em breve...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Irmãs

Sou a mais velha de três irmãs. Bem mais velha. Brinco que somos três filhas únicas. Exceto pela mais nova, somos filhas dos mesmos pais. A novinha é filha do segundo casamento do meu pai. 30-19-7 são as nossas idades. Facilmente poderia ser mãe da mais nova (nem tanto da do meio).

Então crescemos assim, três filhas únicas. E acaba que não temos em nada relacionamento de irmãs. É muito diferente, muito peculiar.

Minhas irmãs nasceram com computador, celular, internet, CD player. A mais nova já está na fase do mp3 e talvez nem saiba o que é um CD (sabe, no entanto, o que é um DVD e ligava o DVD player e a TV antes de saber falar direito).

É a era da TV a cabo, do conteúdo disponível a todos.

Elas não sabem o que é enciclopédia barsa, duvido que consigam fazer uma pesquisa usando só a biblioteca da escola e o orelhão é um objeto meio estranho. Se eu chegar perto e falar pra elas "virarem o disco", com certeza vão me olhar como se eu fosse uma E.T. Faz parte.

Mas é legal essa sensação de aprender e ensinar. A de 19 já me ensinou bastante e é um grande motivo de orgulho pra mim. A mais nova ainda está muito nova. Quero ver daqui a 10 anos o que ela me trará.

Não tive essa experiência de crescer brincando e brigando com as minhas irmãs. Tive essa experiência, na verdade, com primas queridas, mas não com as minhas irmãs. Com elas, minhas irmãs, as experiências são diferentes, são mais fora do comum. Já aconteceu de eu estar com a mais nova e pessoas ficarem chocadas pelo fato de, sim, sermos irmãs. E, olha que coisa, nunca brigamos pela atenção dos nossos pais, por brinquedos ou por qualquer outra coisa que fazem irmãos ficarem meses sem olhar um para a cara do outro.

Aí, recentemente, uma conhecida engravidou do marido, com quem tem um filho de 10 anos. Falei que ela vai ver como vai ser tudo diferente e como o filho vai ajudar com a criação. Contei rapidamente da minha experiência e estou torcendo para tudo dar certo.

Sorte deles... :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Viva

Para a "moral" e os "bons costumes" que acharam de bom tom expulsar uma menina da universidade por trajar roupas inapropriadas.

Vamos esquecer toda a luta que já houve em matéria de igualdade entre os gêneros. Esqueçamos também das nossas mães/avós que lutaram para que tivéssemos independência financeira, que nos deram a oportunidade de lutar pelas nossas vontades.

Obrigada aos alunos/diretores da Uniban por lembrar as mulheres que o lugar delas é no tanque e não numa cadeira universitária.

Há quase 30 anos, minha mãe passou por uma “saia justa” muito mais leve do que essa vivida pela jovem de agora. Ela (horror dos horrores) resolveu cursar uma disciplina “de macho”: geologia. Mais de um professor falou que aquilo não era curso para mulher. Que o dever dele (professor) era de dar notas baixas para as mulheres que resolvessem se aventurar nesse ramo “masculino”. Ela passou com a nota máxima e comigo a tiracolo. Hoje é uma geóloga bem sucedida e que me mostrou, pelo exemplo, que a diferença entre os sexos está na cabeça dos otários.


Um viva, portanto, à Uniban, que me fez imaginar como seria viver em países onde as mulheres não podem trabalhar e só podem sair à rua acompanhada de um homem e vestida dos pés à cabeça com uma tenebrosa burca.

Vamos ser sinceros? O vestido nem era tão curto, nem tão colado, nem tão decotado e mesmo que fosse...

Mais uma vez, parabéns por jogarem fora o progresso, as lutas, as leis, a constituição. Vamos voltar ao tempo do Estatuto da Mulher Casada (oi??), ao tempo em que o homem era dono da mulher e tinha direito de vida e morte sobre ela.

Lembrou-me um caso do pai que estuprava as filhas e disse (em sua defesa!): "Galinha que eu crio, eu como".

Podre, podre, podre.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alguns Posts Voltaram

Voltaram por terem sido relatos de fase da minha vida. Voltaram pois não vou apagar o passado por causa de pessoas que querem que eu faça isso. Voltaram porque são meus e não ferem o direito de ninguém (já que não há nomes publicados). Voltaram por estarem guardados depois de desentendimentos com certas pessoas que vestiram o chapéu.

Paciência. O blog é meu e eu faço com ele o que bem entender.

Se não quiser ler, não entre aqui.

Pronto.

domingo, 25 de outubro de 2009

Em inglês

Um texto sensacional do Shakespeare:

Portia:
The quality of mercy is not strain'd,
It droppeth as the gentle rain from heaven
Upon the place beneath. It is twice blest:
It blesseth him that gives and him that takes.

The Merchant Of Venice Act 4, scene 1, 180–187

sábado, 24 de outubro de 2009

Raiva, ódio, rancor

Há muito resolvi abolir essas palavras do meu dicionário. Primeiro porque são sentimentos maléficos a qualquer ser humano. Depois porque percebi que minha vida foi melhorando a cada dia em que trocava todas essas palavras por uma só: amor.

Claro que não é fácil.

Tem umas 3 semanas que eu magoei-me profundamente com uma pessoa da minha convivência diária. Ouvi calada absurdos inenarráveis e, quando não dei mais conta, isolei-me num canto para que não me vissem chorar. Nada de retrucar. Só exercício de paciência mesmo e de buscar entender a pessoa.

Todos os grandes apóstolos, todos os mensageiros divinos, ensinam o amor ao próximo e o perdão. Um dia ouvi que se não é difícil perdoar ou se doar, então você não está fazendo um bom trabalho.

Não sou santa, longe disso. Mas tenho buscado o perdão e tenho buscado perdoar. Quanto mais difícil, sinto que melhor para a minha própria evolução.

A mesma coisa é ajudar o próximo. É muito fácil dar 2 reais para um pedinte. Mais difícil é você sair do conforto da sua casa para ajudar uma pessoa que está sem gasolina (o que era algo que me recusava a fazer) ou para consolar um amigo do outro lado da cidade.

A caridade também, se vem fácil, não é tão valiosa.

Mas vamos parar que isso está virando um post de religião e não tem nada a ver com o blog. Rsrs.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

RAMIREZ - RESTAURANTE MEXICANO

Um dos meus "points" favoritos no Sudoeste é o Ramirez, na CLSW 101, Bloco B, Loja 94, Subsolo. Ambiente bacana, comida deliciosa, preço super em conta. Tenho ido lá, em média, 2x por semana, comer do delicioso chili e dos igualmente saborosos burritos.

O dono é quem atende e o ambiente é bastante familiar. Na quarta fui lá com uma amiga e ficamos um tempão conversando com o Alexandre, paulista divertidíssimo, dono do estabelecimento.

Quem gostar de comida mexicana, fica a dica.

Para saber mais, o Ramirez está no twitter e tem uma reportagem bacana aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ki Mukeka - Fui e Gostei

Descobri recentemente que, aparentemente, estamos dentro do livro 1984 e falar mal de um estabelecimento comercial é crime, tendo acabado o direito à livre manifestação do pensamento, segundo preconiza a nossa Carta Magna.

Inobstante as ameaças que pairam sobre os blogs que falam sobre qualquer coisa, resolvi falar do Ki Mukeka, onde fui almoçar ontem junto com a família do namorado.

Chegamos e percebemos o ambiente lotado, com algumas pessoas esperando mesa. Enquanto esperávamos, tomei uma coca-zero e, antes de terminar, fomos encaminhados à mesa. O calor de domingo estava insuportável (o restaurante não tem culpa por isso, tá??), portanto pedimos para abaixarem a tenda já que o sol estava ameaçando bater nas costas dos meus sogros. Fomos prontamente atendidos.

Pedimos uma porção de acarajés, uma moqueca de camarão e um badejo com camarão. Dois pratos para cinco pessoas. Quando os acarajés chegaram, já vislumbrávamos as delícias que viriam depois. De fato, não nos decepcionaram. Pratos fartos, fumegantes e saborosos. Comemos muito e ainda sobrou um pouco de comida. Destaque para o pirão que estava impagável.

O atendimento, em geral, foi bom. A casa estava muito cheia e talvez fosse necessário aumentar o número de garçons. E a comida demorou um pouco (que também dá pra ser atribuído à lotação da casa), assim como a conta.

Vale a pena pra quem gosta de uma boa comida baiana.

Ah, nota dez para o restaurante que deixa claro que " A gorjeta é opcional. Só gratifique se você for realmente bem atendido" e o valor individual do couvert artístico. Particularmente, não gosto de músico tocando em restaurante, mas achei legal terem deixado claro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

As Minhas Preferências


Dizem que os virginianos são movidos por excelência (ou o que a pessoa considera excelência). Se isso é verdade ou não, eu não sei. Só sei que desde pequena, eu gosto do melhor (que, muitas vezes, é o mais caro). Mamãe diz que sou flor de asfalto, nascida para a cidade.

Enquanto não encontro a excelência almejada (que pode não ser a mesma para todas as pessoas), não me prendo a nada. Nem a ninguém. Até hoje não tenho uma manicure boa, apesar de conhecer uma excelente depiladora (que é algo que fiz menos vezes na vida). Meu cirurgião buco-maxilo-facial é o melhor que encontrei. Tal como o meu ortodontista. Minha dentista é a mesma desde que eu tinha 12 anos. Ela é odontopediatra.

Quando foi a vez da minha irmã, em Campinas, procurar um ortodontista, o de Brasília indicou para ela. Quando a minha mãe precisou de uma singela prótese dentária, o cirurgião daqui indicou um bam-bam-bam para ela.

Assim foi a minha vida toda.

Quando quis fazer pilates, fui para a academia que considerei melhor. Quando escolhi o Colo (que não foi impulso como a Sofia) escolhi o melhor. E fui buscá-lo na Argentina.

Para cada 10 profissionais que conheço, provavelmente indico 1. Se tanto. Sou crítica mesmo. Ainda mais com os meus filhos felinos.

A ração deles é a que considero melhor (a Premier - isso pq não consegui a Eukanuba). A areia é a LimpiCat (nenhuma faz torrão como ela). A água é filtrada (se tivesse tempo e paciência, seria fervida também). A castração foi feita na clínica mais bem cotada de Brasília (a Empório dos Bichos).

Num post do blog Cadê o Atum, falou-se da Pety Cats e da Dra. Vanessa. Antes de eu adotar a Sofia, conheci a Pety Cats. Fiquei encantada com o atendimento da vendedora de lá. Hoje temos uma relação de amizade. Quando ela esteve doente, inclusive telefonei no celular dela para desejar-lhe melhoras.

Semana passada tive a oportunidade de conhecer a Dra. Vanessa. Confesso que considerava o consultório um tanto longe, mas, para mim, valeu cada km rodado. E, ao final, nem foi tão longe quanto imaginava. Amei. Exemplo de excelência.

Outro exemplo de excelência em outra área foi o restaurante Bistrô Gourmet no PkShopping. Pena que, na segunda vez em que fui lá, o atendimento não estava lá essas coisas....

Enfim, Brasília precisa, definitivamente, de melhores profissionais.

E tem gente que acha que é crime receber uma crítica.




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pensamento do Dia

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível."

Mahatma Gandhi


Review - The Fantasticks


Em Nova Iorque, longe dos holofotes da Times Square, da grandiosidade dos musicais mais cobiçados, das cifras milionárias, nasceu um dos musicais mais fantásticos do mundo, dono de uma simplicidade impressionante...

Sou apaixonada por musicais. Apaixonada. Na escola eu era a menina nerd que andava com a camiseta larga de banda (ou, no caso, musical). Eu era um ET para os meus colegas, mas nem me importava. No segundo grau tive a oportunidade de participar da montagem da escola do musical The Fantasticks. Só no backstage, pois não sei cantar. Não importava. Decorei todas as falas, todas as letras de todas as músicas.

Em 2000 tive a oportunidade de assistir o musical em NY. Um teatro pequeno, uma produção "Off-Broadway." No teatro não cabia mais do que 200 pessoas (se tanto!) e eu sentei na primeira fila no centro. Às vezes tinha que colocar os pés debaixo da cadeira para não pisarem no meu pé (meu pé já ficava no palco). Perfeito para a história que é contada.

The Fantasticks é atemporal. É um Romeu e Julieta às avessas, onde os pais, que são vizinhos, fingem brigar com a finalidade de que os filhos os contrariem e apaixonem-se. A ideia é que as crianças sempre fazem o contrário do que os pais dizem ("Never Say No"). Quando os pais fingem fazer as pazes, o namoro escondido perde a graça...

Toda a produção é simples. Não há cenários grandiosos (um tablado, um sol de cartolina - que do outro lado é uma lua -, uma caixa com objetos e pronto). Os instrumentos são poucos também (piano, harpa e algum outro que me foge a lembrança). Os atores nunca saem de cena, apenas ficam sentados num canto. É tudo simples. A história é simples, a produção é simples, o teatro é simples. E é a simplicidade de tudo que, creio, faz com que seja o musical que está há mais tempo em cartaz (ano que vem faz 50 anos!).

Pra quem vai a NY, vale a pena. Pra quem não vai, o CD é sensacional também. É o tipo de peça que você sai sorrindo, pois é bem humorada, leve... Eu praticamente interagia com os atores, murmurando as músicas junto, rindo, etc. Demais!

Hoje The Fantasticks está na Broadway, no Snapple Theater. Endereço: 1627 Broadway, esquina com a 50th Street.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bistrot Gourmet

Esse vale um post. Sábado fui ao Park Shopping com uma amiga. A ideia era almoçarmos por lá e bater perna um pouco (pra queimar as calorias, né?). Passamos pela praça de alimentação lotada, pelo Café Cassis lotado, resolvemos nem tentar o Outback e voltamos para a ala nova, onde tem o Bistrot Gourmet (não encontrei página na internet desse restaurante pra colocar link). Não conhecia, só de passar perto (afinal é parada obrigatória a papelaria em frente). Olhamos o cardápio e decidimos arriscar.

Que ótima decisão.

O atendimento é impecável. Digno de São Paulo, mas definitivamente assusta em Brasília. A comida é deliciosa. Eu pedi o penne ao molho de limão siciliano com lascas de salmão e a minha amiga pediu uma carne com molho de 3 (?) pimentas com risoto de gorgonzola e uvas verdes. Uma loucura total. Claro que uma experimentou do prato da outra e difícil foi decidir qual estava mais saboroso. Acho que os dois.

Mais impressionante é que veio tudo rápido. Não consegui achar um defeito sequer no Bistrot Gourmet. Suficientemente saciadas pela refeição, pedimos apenas um café. Que veio com um biscoitinho delicioso. O garçom viu que estávamos elogiando o biscoitinho e trouxe mais alguns numa pequena vasilha.

Olha que graça!

Provado e aprovado e recomendadíssimo.

Então, no seu próximo passeio ao Park Shopping, não deixe de conferir. O preço, ainda por cima, é justo. Super justo.

sábado, 22 de agosto de 2009

Você Sabe Que Ficou Muito Tempo Sem Postar Quando...

Começa a digitar o endereço do seu blog e o navegador não completa... :P

Foi o que aconteceu hoje.

Rapidinhas:

Notícia triste de hoje é que a Ematoma (Marisa Mitsue Toma), do blog Objetos de Desejo faleceu. Muito triste... Era um blog que eu acompanhava (e, pasmem... ESSE o meu navegador completou... tsc, tsc). As hipóteses são homicídio ou suicídio.

Fui numa festa nerd ontem que bombou. Raro isso. 30 anos de um amigo meu. Todo mundo completando 30 anos. Daqui a pouco sou eu. Urght. O que eu quero fazer no dia do meu aniversário? Sentar e chorar. Pelo menos mamãe estará aqui para me consolar.

Semana passada foi a formatura de uma amiga querida no curso de direito. Parabéns! :D

Vinte vivas para o meu namorado maravilhoso por ter aguentado (mais) uma crise minha de mulherzinha esta semana. Ele me surpreende cada dia mais.

Estou com umas ideias para uns posts, mas tenho que sentar e escrever. Isso demanda tempo e paciência...mas eu juro que chego lá. :P

Comecei a fazer pilates: é bom e faz bem! Estou adorando.

Instalei meu wii (tá bom, meu namorado instalou) na minha tv nova (ah sim...comprei uma tv nova :P). Carreguei as pilhas dos controles. Agora só falta jogar. Oba!

Bem, é isso!

Saudações a todos!


domingo, 26 de julho de 2009

O Ano (Quase) Acabou!!

Alguém mais por aí acha que 2009 voou? Julho está quase no fim. Setembro tá logo ali. Outubro passa batido, novembro parece que só tem feriado (2 e 15) e acabou o ano. Sério. Ou alguém considera dezembro um mês válido? No meio do 13o, férias, feriados, festas, ressacas, ninguém sente os dias passando e já chega janeiro trazendo todas as promessas que ninguém cumpre mesmo...

Maaaas, enquanto o ano não acaba, já dá pra fazer um balanço de como foi. So far, so good. :) Cresci, amadureci, levei umas pancadas da vida, mas vou seguindo em frente.

O futuro aparenta reservar coisas boas, interessantes que, conformer forem acontecendo, vou postando aqui (para não dar azar, né??).

Atualizando a quem possa interessar, o love está melhorando da cirurgia, já retirou os pontos e tudo está indo bem (felizmente não parece ter pego nenhuma infecção hospitalar - meu maior medo!).

Minha mãe costuma dizer que a gente vai matando um leão por dia. É mais ou menos por aí. Mas, apesar de crises existenciais e depressivas, tenho que dizer que tem valido a pena.

Aliás, falando da minha mãe, da minha família, etc, ontem uma amiga veio dizer que eu tenho que escrever alguns vários livros sobre as histórias que tenho pra contar. É algo que tenho em mente, mas ela falou que tenho que escrever como ficção...pq se eu escrever/publicar como não-ficção, ninguém acredita...E o pior é que é verdade! :P A ideia dela foi escrever algo como "Comédias da Vida Privada" do Veríssimo.

Vamos ver.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mudando de Assunto....

Só porque esqueci de falar antes...

Fui pro Rio no mês passado e assisti uma apresentação do Joshua Bell (lembram deste post?) ao vivo e a cores. Maravilhoso. No bis ele tocou uma música folclórica americana (que eu não conhecia) e, em alguns momentos, parecia que um passarinho tinha vindo acompanhar o violino.

Sensacional.

Preço dos melhores lugares: R$ 200,00. Preço que pagamos: R$ 0,00. Chegamos cedo e conseguimos cortesia (queríamos comprar, juro, 3 ingressos, mas estava tudo esgotado!). Algo que, aparentemente, eles fazem com frequência na Sala Cecília Meireles, onde foi a apresentação.

Fica a dica.
Uma Noite No Hospital...

Esqueça todos os filmes e seriados que você já viu a respeito de hospitais norte-americanos. Esqueça experiências passadas e esqueça, principalmente, dos médicos. Seja o médico bonzinho que escuta o paciente, seja o ranzinza que não faz questão alguma de ser gentil enquanto elabora um diagnóstico diferencial.

Esqueça os quartos iluminados, ventilados, limpos, esqueça a equipe multidisciplinar, esqueça o silêncio sepulcral. Esqueça, ainda, qualquer mordomia. Esqueça uma estação de enfermaria com enfermeiros prontos para qualquer emergência. Esqueça aparelhos sofisticados medindo a pressão, os batimentos cardíacos, enfim... Esqueça!

Troque tudo isso por um quarto meio escuro e (horror dos horrores) meio sujo. Na cama, meu namorado recém operado. Abaixo da janela (juro) um barulho ensurdecedor de alguma máquina hospitalar que ligava e desligava a cada poucos minutos. A TV (minúscula) não tinha controle (e o paciente recém operado faz como, me pergunto? anda até ela??) e em lugar algum encontramos um botão para ligar na enfermaria. As paredes pareciam ser divididas por gesso, tamanho o barulho que ouvíamos dos quartos ao lado.

Os poucos funcionários que víamos trabalhavam demais e, pelo visto, ganhavam de menos. Um enfermeiro só para dois andares durante a noite (calculo, 40 quartos) e não mais do que dois auxiliares para qualquer outra coisa.

Aliás, esquecimento foi a palavra de ontem. Primeiro, esqueceram de anotar direito o horário da cirurgia, que era às 7h. Com isso, ele foi operado só às 9h30. Depois foi para a sala de recuperação e, após acordar da anestesia, esqueceram de levá-lo para o quarto. Depois esqueceram da janta. Horas depois, da ceia. Suspeitei, em dado momento, que a agulha do soro tinha soltado. Liguei na enfermaria. Era troca de turno. Depois alguém passaria lá. Esqueceram novamente.

Pedi lençol. Esqueceram. A jarra de água levaram e esqueceram de trazer de volta. Pasta de dente não tinha. Sabonete e toalha, levamos de casa. Assim como roupa de cama para mim (que dormi num sofá-cama que não quero nem lembrar da sujeira que estava). De repente entendi a neura do meu pai de levar lysoform sempre que vai passar uma noite fora de casa.

Médico, se tinha, eu não vi. Nenhum. Nem de passagem. Nem perdido. Aliás, meu namorado também não viu. Aliás, ele acha que viu antes da cirurgia...

Ah, não precisa falar que também não tinha internet, né?

E isso foi hospital particular. Tenho até medo de pensar em que situação estão os hospitais públicos do país...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pedras

Drummond dizia que "tinha uma pedra no meio do caminho". Você ultrapassa uma e outra aparece. Normal. A vida é cheia de idas e vindas e muitas pedras no meio do caminho. Umas são mais fáceis de tirar e outras mais difíceis. Às vezes é tanta pedra que você acha que dá para contruir uma nova Grande Muralha da China, só que ali no seu quintal.

Mas, aí, as pedras somem. Ou você vai tirando uma a uma do seu caminho, vai usando para construir pontes, um poço, enfim, algo útil com elas.

Muitas vezes já sentei com minhas pedras (meus problemas) e fiquei abismada pensando em como iria contornar aquilo tudo. Às vezes dá vontade de desistir e/ou ficar na cama esperando que as pedras sumam sozinhas. Afinal, muitas apareceram sozinhas, não é mesmo?

Há mais de dois anos faço terapia. Falo sobre meus problemas e escuto insights sobre eles. No começo achava que não tava funcionando, que demorava muito para dar resultado, que era palhaçada. Entretanto, conforme fui enfrentando meus problemas, meus fantasmas, minhas perdas e pedras, meus traumas, meus medos, tudo foi ficando mais fácil, pois foi fazendo mais sentido.

No final, sempre existirão pedras. E perdas. E traumas. E a gente vai tendo que aprender a lidar com tudo isso. Com ou sem ajuda.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Augusto Cury

Em primeiro lugar, devo dizer que não recebo um só centavo por opinar sobre qualquer coisa no meu blog. Aliás, acho que nem tem gente suficiente para ler meu blog e se sentir influenciada por ele. Mas, tudo bem.

Tenho que dizer sobre os livros "O Vendedor de Sonhos - O Chamado" e "O Vendedor de Sonhos - A Revolução dos Anônimos", que li recentemente (um atrás do outro mesmo, comprei numa promoção ótima). Não vou colocar links pois é facilmente encontrado em qualquer livraria.

O livro (ou os livros), em si, é uma auto-ajuda travestida de romance. Eu não sou muito de livro de auto-ajuda, mas tanto me falaram dele (pessoas que também não gostam de livros de auto-ajuda), que resolvi arriscar meu suado dinheirinho e comprar os dois.

Não me arrependi nem um pouquinho só.

O livro critica tudo o que somos programados a ser/pensar. Ele mexe com os nossos preconceitos, nossos medos, nossas fragilidades. A linguagem é simples, a leitura é fácil e prende com facilidade. Apesar dessa facilidade da linguagem, as ideias são bastante profundas. Apesar de muito ser previsível no enredo, a lição de que podemos e devemos melhorar permanece.

Pra quem gosta, dá para meditar bastante sobre as lições presentes nos livros. Quem sabe, dá até pra melhorar um pouquinho como pessoa, como ser humano, como homo-sapiens. :)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um de Neruda

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou seta de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.
---
Porque dia dos namorados tem tudo a ver com Pablo Neruda!

domingo, 7 de junho de 2009

Porque o Dia dos Namorados Está Chegando....

E porque adoro Vinicius de Moraes....

Aí vai um soneto dele que é um dos meus preferidos (e um dos quais sei de cor):

Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Como este blog é sobre pensamentos meus, vou adicionar o meu pensamento....

Nem sempre o romance é eterno. Muito pode acontecer nesta vida e separar pessoas que se amavam. O importante é termos a coragem (sim, coragem!) de amar novamente.

Já tive muitas decepções na vida. Eu e 6 bilhões de pessoas no planeta. Muitas vezes questionei se valeria a pena amar novamente. Entregar meu coração ou confiar em outro ser humano. Já passei noites em claro imaginando a vida sozinha e independente. Como seria não precisar de ninguém?

Acabei decidindo que é melhor dar a cara à tapa e seguir adiante mesmo. Senão, de que vale a vida?

A gente erra e sofre e acerta e segue adiante. E vai se arriscando por aí.

E se o amor acaba, se a amizade acaba, se dá tudo errado, que pelo menos a gente aproveite enquanto dura. "Que seja infinito enquanto dure".
Final de Semana Dodói

Começou com um enjoozinho besta. Aquela sensação de que algo não desceu bem, sabe? Aí escalou para náusea, indigestão, vontade de comer absolutamente nada. Eis que sexta feira fui trabalhar e mal conseguia olhar o monitor. Não tive dúvidas, peguei minhas coisas, falei com o chefe e fui para o hospital.

Alguns já torciam por um rebento, mas o médico achou que fosse mesmo uma hepatite. Eu ,que quase doei sangue na semana passada, tremi. Não sabia o que era pior: gravidez ou hepatite.

Um monte de exames de sangue depois, veio o resultado de uma infecção urinária. Menos mal, mas ainda assim, estava fazendo só uma refeição por dia.

Hoje já acordei melhor, mais disposta, com mais apetite. E feliz da vida que foi meu namoradinho quem cuidou de mim :)

PS: A margarida é por causa do filme "Mensagem Para Você" no qual a Meg Ryan ganha um bouquet de margaridas quando está de cama. :)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Oração

Não sou católica, porém cresci numa família que frequenta aquela religião. Acredito, entretanto em momentos com Deus (ou com um ser superior), seja com oração, com meditação... Acredito nessa comunhão entre Deus (ou como quiser chamá-lo) e o homem. Acredito, ainda, que essa comunhão pode ser feita a qualquer momento, em qualquer lugar. Basta, apenas, abrir o coração a isso.

Hoje pensei muito sobre o acidente do post anterior. E me veio à mente uma das orações católicas que acho mais bonitas, a Oração de São Francisco de Assis:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Amém.

Cabe lembrar que, é claro, as palavras não devem ser proferidas sem o sentimento. O que mais importa, para mim, é isso. Acho que devemos sempre falar o que sentimos. Seja uma oração que se saiba de cor, seja um simples "obrigado".

Aliás, cada vez mais, acho que só devemos falar o que sentimos. E só devemos falar o que sentimos de bom. E silenciarmos para o resto.
Vontade de Ficar Junto

Com essa história toda do acidente da Air France, hoje me deu vontade de estar com todas as pessoas que amo. Poder dar-lhes um grande abraço e dizer o quanto as amo. A vida, de fato, passa num suspiro. Quando vemos já passou da hora.

Queria, resumidamente, juntar todos aqueles que amo, todos os que são importantes para mim, todos os que estão longe, os que estão perto, os com quem não falo há séculos, os com quem falo todos os dias, os que moram no lado esquerdo do peito, numa grande festa celebrando a vida que (ainda) temos.

Por uma obra do acaso, um amigo não estava naquele fatídico voo. Levei um susto quando ele me contou sobre isso. E é um amigo que quase nunca vejo, apesar de conversar quase sempre pela internet. Ontem ele viajou para a Europa e eu tive a oportunidade de desejar-lhe uma boa viagem, de dizer que me preocupo com ele e, hoje, pude falar com ele e dizer que estava feliz que ele fez uma boa viagem.

Hoje eu queria viver o dia como se fosse o último e festejá-lo com todos.

E abro as portas para quem quiser falar comigo e quero riscar da lista todas as minhas desavenças.

E que quando vier o sono eterno, que não exista nenhuma mancha de rancor, mágoa ou desentendimentos passados no meu coração.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cozinhar Para Um Não é o Fim

Morar sozinha é ótimo. Ninguém para encher o saco, você faz o que quer, na hora em que bem entende. Eu adoro. Só que na hora de cozinhar é um pouco complicado.

Eu adoro comidas saudáveis (e porcarias também). Uma couve refogada, um brócolis no arroz, uma saladinha de espinafre, um peixe grelhadinho, uma sopa no fim do dia... Só que, morando sozinha, a preguiça de cozinhar é monstra e, além do mais, as receitas que a gente encontra por aí não ajudam. A sopa é pra seis, o arroz dá pra quatro, o risoto, no mínimo, para dois. Aí complica. Vai tentar cozinhar 1/4 de xícara de arroz. Ou comprar verduras no mercado.

Se eu quiser comprar uma alface, sei que vou ter que ficar comendo aquilo por, no mínimo, dois dias, senão estraga na geladeira.

Procurando receitas na internet (práticas, de preferência), deparei-me com uma reportagem no site da Marie Claire americana, dizendo sobre a mulher empurrando um carrinho de supermercado com areia para gatos, um pacote de tampax e umas comidas congeladas. Fiquei ligeiramente deprimida (se é que isso existe!).

É uma mania terrível das pessoas acharem que as mulheres que moram sozinhas (e têm gatos) são mal-amadas, frustradas, etc. Não é assim.

Depois de muita terapia, confesso, sou uma pessoa bem resolvida. Tenho meu canto, um bom emprego, meus gatinhos, uma boa quantidade de bons amigos e um namorado maravilhoso, para quem eu já cozinhei, sim!! Só que, invariavelmente, se decido comer em casa, acabo fazendo algo semi-pronto ou descongelando uma lasanha.

Preconceito pouco é bobagem: Na revista dizia, ainda, que não pode faltar na geladeira de uma mulher solteira/sozinha um pote de sorvete e pasta de amendoim (peanut butter). É a idéia que "já que fica deprimida mesmo..." Fala sério...

Portanto, gostaria de algumas ideias de vocês para cozinhar sem muita lambança coisas pra uma pessoa só. Conforme eu for testando e aprovando receitas que me mandarem por aqui ou que eu encontrar por aí, vou postando. Que tal?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Momento Cecília Meireles

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.